Objetivo desta aula
Apresentar um método alternativo ao visto na aula anterior para vincular curvas de nível ao terreno: em vez de vincular diretamente as polilinhas vindas do DWG, criar splines próprias por cima delas e vincular essas splines ao terreno. Esse método permite controlar o espaçamento entre os pontos gerados na malha do terreno — algo que não é possível fazer diretamente com as polilinhas.
Por que isso importa
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Vincular pela polilinha (método da aula anterior): o número de pontos fica refém da geometria original do DWG — sem controle sobre o espaçamento.
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Vincular pela spline: é possível definir o comprimento do segmento entre pontos (ex.: 0,5 m, 1 m, 2 m, 5 m), controlando diretamente a quantidade de pontos gerados.
- Espaçamento maior → menos pontos → terreno menos preciso, porém mais leve.
- Espaçamento menor → mais pontos → terreno mais preciso, porém mais pesado.
Não existe uma regra fixa para o espaçamento ideal — depende do bom senso e do tamanho/escala do terreno.
Quando vale a pena usar esse método
É mais relevante em terrenos muito grandes (ex.: grandes condomínios), onde controlar a leveza do arquivo é importante. Para lotes residenciais comuns, a diferença é menos significativa, e a qualidade do DWG original pode já ser suficiente sem esse ajuste extra.
Passo a passo do método com Spline
1. Traçar splines por cima das polilinhas existentes:
Com a ferramenta de Spline (aba Documentação) e a vara mágica (tecla Espaço, mantida pressionada), clicar sobre cada polilinha de curva de nível — a spline é criada seguindo o traçado da polilinha original.
Selecionando entre elementos sobrepostos: ao passar o mouse sobre o mesmo local onde há polilinha e spline sobrepostas, usar a tecla Tab para alternar entre os elementos empilhados naquele ponto (semelhante à navegação entre elementos empilhados em outras ferramentas).
2. Remover as polilinhas originais após criar as splines correspondentes (mantendo apenas as splines no projeto).
3. Configurar as definições da vara mágica:
Antes de vincular as splines ao terreno, acessar Modelagem → Definição da Vara Mágica. Nessa janela, escolher a opção:
- “Segmentos lineares com comprimento do segmento”: definir o valor desejado (ex.: 2 metros, 3 metros).
4. Vincular as splines ao terreno:
Mesmo processo já visto: selecionar o terreno → selecionar a ferramenta de malha → manter a vara mágica (Espaço) pressionada → clicar sobre cada spline. O ArchiCAD gera pontos espaçados conforme o valor configurado.
Conferindo o espaçamento: usar a ferramenta Medir (M) para confirmar que a distância entre os pontos corresponde ao valor configurado (ex.: 2 metros).
Observação prática: em alguns casos, esse método pode gerar mais pontos do que a própria polilinha original teria gerado — o resultado depende diretamente do valor de espaçamento escolhido em relação à complexidade da geometria original.
⚠️ Passo crítico: restaurar a configuração padrão da vara mágica
Após concluir o uso do modo “Segmentos lineares com comprimento do segmento”, é fundamental voltar a configuração da vara mágica para a opção padrão de “Maior coincidência”.
Por quê: deixar a vara mágica configurada no modo de segmentos fixos pode atrapalhar operações futuras do terreno — como transformar um terreno único em múltiplos lotes, ou modelar o entorno, calçadas e ruas (assuntos de aulas futuras). Esse ajuste é facilmente esquecido, mas importante.
Limpeza final
Após vincular todas as splines ao terreno:
- Selecionar a ferramenta de Spline e usar
Ctrl+A(Windows) /CMD+A(Mac) para selecionar todas as splines restantes e deletá-las. - Elevar cada curva de nível normalmente, repetindo o processo já visto na aula anterior: selecionar o terreno, clicar no vértice de uma curva, usar “Elevar em Z” com o valor correspondente e marcar “Aplicar a todos” — repetindo para cada curva de nível em ordem crescente.
Ajustes finos
Caso o resultado fique menos preciso devido ao espaçamento maior escolhido, é possível clicar em um vértice do terreno e usar a opção de adicionar novos pontos manualmente, refinando a malha onde necessário.
Continuidade do curso
Como o terreno deste curso é um lote residencial (não um terreno extremamente grande), o método com splines não traz benefício significativo neste caso específico. Por isso, o instrutor opta por continuar utilizando o terreno já modelado na aula anterior (vinculado diretamente pelas polilinhas), a partir da próxima aula.
Resumo
| Aspecto | Polilinhas (aula anterior) | Splines (esta aula) |
|---|---|---|
| Controle de espaçamento entre pontos | Não — depende da geometria original do DWG | Sim — configurável em "Definição da Vara Mágica" |
| Configuração necessária | Nenhuma adicional | "Segmentos lineares com comprimento do segmento" |
| Resultado com espaçamento maior | — | Terreno menos preciso, porém mais leve |
| Resultado com espaçamento menor | — | Terreno mais preciso, porém mais pesado |
| Indicado para | DWG de boa qualidade / lotes comuns | Terrenos muito grandes (ex.: condomínios extensos) |
| Passo obrigatório após uso | — | Restaurar vara mágica para "Maior coincidência" |